Redes sociais influenciam consumidores a gastar mais e impulsivamente

Fonte: E-commerce Brasil |

Atividades de varejo em mídias sociais estão influenciando cada vez mais os e-consumidores a experimentar novos produtos e fazer compras por impulso. Um relatório realizado pela Ryan Partnership, no mês de setembro, apontou que mais de 35% dos consumidores norte-americanos entrevistados, que seguem algum varejista nas mídias sociais, disseram que as atualizações os levaram a comprar novos produtos. Desta mesma forma, 32% dos que seguem alguma loja nas mídias sociais relataram ter sido motivados a experimentar um novo produto.

Segundo pesquisa da Ipsos, atividades em mídia social podem influenciar, além de fãs e seguidores diretos, os amigos destes. O relatório informou que 18% dos consumidores norte-americanos (23% com idade menor de 35 anos) disseram ter comprado algum produto porque seus amigos gostam ou seguem a loja em redes sociais.

Em contrapartida, o relatório da Ryan apontou que outros fatores também podem influenciar os usuários a experimentar produtos. A empresa cita como exemplo, aplicativos de comércio (32%); opiniões e recomendações (29%), sites de pré-venda de marcas (também 29%), e-mail marketing (empatados em 26%) e sites de compra coletiva (25%).

As atualizações de status das redes sociais por parte dos varejistas também têm conduzido fãs a fazer compras impulsivamente ou a gastar mais do que haviam planejado, conforme os dados do “A Tectonic Shift in Shopping Behavior”. Segundo o estudo, 22% dos seguidores de varejistas em mídias sociais relataram que foram influenciados a comprar sem planejamento prévio, sendo que 15% disseram ter gastado mais do que o planejado. Apps de compras também se mostraram eficazes, conquistando 21% dos usuários a fazer compras por impulso e 15% a gastar mais do que tinham planejado.

Textos publicados por varejistas influenciaram 20% dos internautas a fazer uma compra impulsiva e 14% a gastar mais. Outras ferramentas digitais influentes reportadas pela pesquisa são as atualizações em mídia social (17% e 10%, respectivamente), sites de ofertas (17% e 8%) e códigos QR e leitores de código de barras (14% e 11%). Menos influentes na condução de compras por impulso estão os motores de busca (6% e 5%), bem como os cupons para download e sites de marca (ambos com 7% e 5%).

O relatório indica que, entre as 19 ferramentas digitais identificadas, as atualizações dos varejistas em mídias sociais têm forte impacto sobre a escolha da loja entre os usuários, com 44% dizendo que suas escolhas foram influenciadas pelo canal. Outra ferramenta, que também exerce influência em termos de escolha da loja entre os usuários, são comentários de produtos e recomendações de lojas e sites de pré-venda (ambos com 42%), seguidos por aplicativos de comércio (40%), lojas virtuais e e-mails marketing (ambos 37%). Posts em mídia social influenciaram 36% dos fãs e seguidores na escolha da marca, enquanto cupons para download (22%) e sites na loja varejista (24%) tiveram menos influência.

Muitas das ferramentas digitais de varejo estudadas no relatório dobraram ou triplicaram o uso em quase 20 meses desde o último levantamento da Ryan Partership. No relatório deste ano, 64% dos consumidores relataram ter usado sites de revendedores (varejo) para fazer compras ou planejar as compras, em comparação com os 28% registrados em 2010. Cupons para download estão em segundo lugar no uso corrente, e também têm mostrado um forte crescimento no uso (61% este ano, acima dos 28%).

Mesmo que os esforços dos varejistas em mídias sociais pareçam exercer grande influência na decisão da compra, apenas 23% dos entrevistados na pesquisa online informaram seguir algum varejista nas redes sociais, no entanto, esse percentual é quase o dobro dos 12% registrados em 2010.