E-commerce cresce no Brasil e em países da Europa por motivos diferentes

Fonte: E-commerce Brasil |

Uma pesquisa realizada pelo site comparador de preço Kuantokusta revelou que o e-commerce cresce na Europa e no Brasil por motivos diferentes: os europeus pesquisam para economizar e os brasileiros porque podem comprar. Os resultados mostraram que em Portugal, país de origem da empresa, o número de pessoas que efetuam a compra de um produto pela internet cresceu 2,4%, passando de 62% para 64,4%, entre 2010 e 2012. O crescimento, embora pareça pequeno, ocorreu em um período de crise no país. A taxa de desemprego entre os usuários do site, que era de 4% há dois anos, atualmente alcança os 11,5%. Já a porcentagem de assalariados atualmente é de 49%, em 2010 era de 71,3%. A pesquisa foi realizada em maio com mil usuários do site.

“Acredito que, apesar da crise, houve um crescimento em Portugal porque as pessoas economizam comprando pela internet. Existem menos tentações e gastos no processo de compra como estacionamento e almoço fora de casa”, disse o CEO do Kuantokusta no Brasil, Flávio Pagotto. Ainda segundo ele, a situação do Brasil é diferente. Mesmo tendo iniciado as operações físicas no país há menos de um ano, o site tem cerca de 200 mil visitas mensais.

Segundo dados divulgados em maio pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 15,3%. Em abril, o país pediu ajuda financeira à União Europeia (UE) para saldar suas dívidas que representavam 107,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2011.

Apesar da situação econômica desfavorável de Portugal em comparação com a do Brasil, o comportamento de compra dos consumidores de ambos os países são semelhantes. As seções mais visitadas nas páginas do Kuantokusta são as que abrangem produtos tecnológicos: Informática ocupa o primeiro lugar no ranking em ambos os países. Imagem e Som, Telefonia, Eletrônicos e Eletrodomésticos vem em seguida.

Segundo Pagotto, a crise também deve aumentar o acesso aos sites de comparação de preço e as compras pela internet na Espanha, último país a pedir apoio financeiro à UE. A dívida pública do país chega a 72,1%. Após oito meses seguidos de alta, a taxa de desemprego do país chegou a 24,4%. Em maio houve uma leve queda de 0,63%.