Loja virtual, negócio real
Autor: Bruno do Amaral
Fonte: Decision REPORT |
Não é difícil enxergar o potencial do e-commerce no Brasil. Segundo dados da E-consulting divulgados em 2011, o País representa cerca de 60% do volume do comércio eletrônico na América Latina, mas ainda com potencial para crescimento. Tudo isso abre um enorme leque de possibilidades para aspirantes a varejistas virtuais, mas é preciso ter muito cuidado: assim como em lojas tradicionais, o mundo virtual exige tanto ou mais cuidados na hora de começar o negócio.
Fundamental para o começo é montar um planejamento bem pensado, escolhendo adequadamente o segmento específico com o qual se quer focar e pesquisando a concorrência. Depois, é necessário avaliar o capital com cuidado. "Procure ser detalhista e preventivamente pessimista, não se esqueça: a loja é virtual, mas o negócio é real", aconselha Arnaldo Korn, diretor presidente do portal Pagamento Já, apontando dados do Sebrae de que 53% das micro e pequenas empresas (em geral) tenham insucesso nos primeiros três anos de vida.
Manter o foco, no caso do comércio digital, não significa restringir a área de atuação, mas otimizar o alvo. "Na internet, uma pequena fatia de mercado representa milhões de consumidores", conta o executivo. "Lembre-se: a web é um mercado totalmente diferente de uma loja física, com um público infinitamente maior."
Investir em marketing digital, com ferramentas de otimização e monitoramento de tráfego também é essencial, pois permite criar uma sintonia maior com o público esperado. Dessa forma, a ideia é procurar obter posicionamentos melhores em mecanismos de busca, ganhando mais destaque no Google por meio de resultados patrocinados, por exemplo. Usar as redes sociais também é uma ação indicada pelo diretor presidente da Pagamento Já.
Segundo Korn, outro aspecto importante é o da infraestrutura, podendo determinar a capacidade de crescimento da empresa. "Todo negócio exige isso, que será sempre proporcional à necessidade de cada segmento". Parte desse esquema é justamente o sistema de pagamentos, o qual demanda grande segurança para resguardar transações.
Todo cuidado é pouco para proporcionar uma experiência segura. Fraudes podem acarretar em grandes prejuízos, não só financeiros como também de imagem, principalmente quando as vendas são efetuadas por meio de cartões de crédito. "O lojista, ao tratar de um banco de dados com o cadastro básico de seus clientes, tem de manter isso seguro e inviolável, no mínimo utilizando uma plataforma criptografada", completa.
A logística também é mais um dos fatores, pois é fundamental para o sucesso do negócio, podendo gerar boas recomendações. "É uma assunto delicado e rende 80% dos desconfortos e demandas judiciais entre a loja e o consumidor", avalia. A base de tudo, sempre, é a transparência para poder demonstrar competência e objetividade. "Seu cliente precisa saber exatamente o que está acontecendo com o pedido de compra e seu site precisa ter um bom canal de comunicação para transmitir credibilidade", finaliza Arnaldo Korn.





