Mobile Marketing, a última fronteira
Fonte: iMasters: Roberto Saretta|
O celular tornou-se elemento essencial em nossas vidas. Tenho certeza de que muitos preferem esquecer a carteira e o dinheiro em casa, ao invés de esquecê-lo. Atualmente, ele é uma ponte para que milhares de empresas possam conquistar clientes através de um objeto tão pessoal.
O que está acontecendo no mundo do mobile marketing?
Se considerarmos que no primeiro trimestre de 2010 as vendas de smartphones cresceram nada menos que 49% em todo o mundo, é fácil ver como esses pequenos terminais revolucionaram a forma de nos comunicarmos, acessarmos a internet e administrarmos a nossa vida online.
A partir deste ano, deixamos de utilizar o telefone apenas para fazer, receber chamadas e enviar SMS, e caminhamos para o próximo passo, onde o aparelho torna-se um computador pessoal capaz de acessar a web, receber conteúdo multimídia via Bluetooth, instalar aplicativos e interagir com diversas marcas através de QR-Codes.
Recentemente, um estudo da ABI Research - instituto internacional de pesquisas sobre conectividade e tecnologias emergentes - apontou um crescimento estimado de 53% no mercado de celulares até 2013, sendo que os investimentos em publicidade para celulares no Brasil devem alcançar US$ 12 milhões até o final deste ano, 50% a mais do que os investimentos realizados em 2009. Em 2014, esse volume poderá chegar a US$ 41 milhões.
Levando em consideração esses dados, podem surgir alguns questionamentos: o que as marcas estão procurando no consumidor quando usam o celular como veículo de comunicação? Quais são as tendências que estão começando a ter peso nesse canal? Podemos resumir essas e outras respostas em alguns tópicos.
Nós queremos o mesmo, porém mais barato
Em 2009 e em 2010, vimos as marcas oferecerem cupons de desconto como incentivo para os consumidores ativarem o Bluetooth. Para o segundo semestre deste ano, vamos ver milhares de ações como essas com a entrada das zonas de interatividade via Bluetooth no mercado.
Passaram a surgir hotspots de Bluetooth em pontos de grande circulação para compartilhar conteúdos e anúncios publicitários - e aparelhos celulares fazem a plataforma perfeita para encontrar atrativos, "pechinchas" irresistíveis ou estabelecimentos oferecendo a melhor massagem com os melhores preços, por exemplo.
O auge do QR-Code
Também conhecido como Quick Response, é um código bidimensional que pode ser escaneado com a câmera de um celular para exibir textos, imagens, vídeos, música ou mesmo acessar um site. Essa linguagem foi criada no Japão para armazenar informações e números de série nas peças dos carros na linha de produção.
Tem sido altamente eficaz para ações de marketing nos Estados Unidos, por conseguir armazenar um grande número de informações. Por isso, pode ser usado por empresas que querem promover os seus produtos de uma forma "diferente", amplamente utilizado em campanhas de marketing viral.
Elementos de incentivo
Mas, afinal, o que os consumidores estão comprando com os seus aparelhos móveis? Segundo a Mobile Marketing Association, 17% dos consumidores estão optando por itens intangíveis, tais como wallpapers, aplicativos, músicas, ringtones e games, e apenas 6% optaram pela compra de objetos reais.
No entanto, essa tendência parece estar mudando, e está ocorrendo com certa rapidez. Para ilustrar esse ponto, é interessante ver como diversas empresas nacionais criaram campanhas de incentivo oferecendo benefícios e descontos para os consumidores que ativarem o Bluetooth.
Marketing puro e simples
Bioritmo, Saraiva, Senac, Vivo e Chevrolet representam centenas de empresas de todos os tamanhos que optaram por desenvolver aplicativos que prometem bônus, descontos ou benefícios para seus usuários - às vezes, oferecer um aplicativo ou game, cuja função básica é vender sua imagem através dos dispositivos móveis. Em outros casos, vai um passo além, ao optar por oferecer descontos nas compras feitas através do celular, incluindo promoções exclusivas.





