Agências digitais estão mais sofisticadas

Autor: Felipe Turlão

Fonte: Meio&Mensagem |

A quinta edição do Censo Digital, realizado pela Associação Brasileira das Agências Digitais (ABRADi), aponta que o setor faturou R$ 2,7 bilhões em 2013 (alta de 25% em relação a 2012) e mantém perspectiva de chegar a US$ 3,3 bilhões neste ano. Os dados não levam em consideração os investimentos em mídia – referem-se apenas aos serviços prestados a clientes.

O estudo apontou ainda diversos sinais de maturidade do mercado, a começar pelo grau de internacionalização: 29% das empresas já exportam serviços. No que se refere ao destino dos negócios internacionais, o estudo indica que os Estados Unidos são o país para onde mais se exporta (27,4%), seguido por Inglaterra (10,2%), Argentina e Espanha (ambas com 6,5%) e Portugal (4,9%).

Em relação às principais dificuldades para exportar, a pesquisa aponta o desconhecimento do ambiente de negócios internacionais como o maior empecilho ao ingresso no comércio exterior (33,3%). “A capacitação dos empresários brasileiros para lidar com o comércio exterior é fundamental nesse processo. Esse é justamente um dos pontos nos quais a entidade pode e deve colaborar efetivamente. O mapeamento do grau de internacionalização do setor é apenas o primeiro nesse sentido”, diz Ritter, sócio da W3haus e diretor de relações internacionais da ABRADi.

Menos site, mais mobile e conteúdo

Em outro sinal de desenvolvimento do setor, a proporção de receitas oriundas de desenvolvimento de sites caiu de 29% para 20%, o que significa crescimento de ações estratégicas como mobile marketing, search, conteúdo e planejamento de mídia. De acordo com a pesquisa, o desenvolvimento de sites continua a ser o serviço responsável pelo maior porcentual de faturamento do setor. Em segundo lugar aparece programação, com 11,4% e, em seguida, criação (10,4%) e monitoramento de redes sociais (10%).

O Censo também indica que o número de agências digitais no País subiu de 3.094, em 2012, para 3.388, no ano passado. A quantidade de funcionários saltou mais de cinco mil pessoas, passando de 25.947 para 31.250 no mesmo período.

O estudo foi realizado com dados de mais de 750 empresas respondentes – filiadas ou não à ABRADi. A coleta dos dados foi feita entre agosto de 2013 e julho de 2014 por meio de pesquisa online. “Ao fazer uma radiografia do mercado, o Censo Digital nos permite enxergar em detalhes como se dá o desenvolvimento da economia digital no Brasil”, afirma Anderson de Andrade, presidente da ABRADi. A quinta edição do Censo Digital teve a consultoria da Manzione Associados.